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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

UMA BREVE HISTÓRIA DE ODI MEJI!





Odi Meji disse: "Metolõfi, por avareza, não quis sacrificar um boi, de malhas brancas e a morte veio buscá-lo."

Quando Ifá estava ainda no ventre de sua mãe, pediu que seu pai pegasse um boi malhado de branco e oferecesse em sacrifício, a fim de evitar que dentro de três anos, uma guerra viesse dizimar o seu reino. Seu pai negligenciou o sacrifício e no dia do nascimento de Ifá, seu pai morreu e sua mãe foi capturada como escrava.

Três anos depois, a guerra arrasou o pais e Ifá mandou que Ajinoto, a parteira, o encerrasse dentro de uma cabaça, de forma que ninguém o pudesse ver. A parteira foi encarregada também, de avisá-lo logo que alguém passasse por perto, para que ele revelasse ao passante, a causa de seus sofrimentos e os remédios e sacrifícios que resolveriam todos os seus problemas.

Tudo ocorreu da forma como Ifá planejara e o homem que passou naquele local, não hesitou em levar para sua casa, a cabaça onde Ifá havia sido encerrado.

Para deslumbramento de todos, Ifá, de dentro da cabaça, dava conselhos, receitava medicamentos e resolvia os mais difíceis problemas.

Um dia, Ifá ordenou que alguém se dirigisse ao mercado onde, pelo preço de quarenta e um cauris, deveria comprar sua mãe que estava sendo vendida junto com outras escravas. "A primeira mulher que for oferecida deve ser comprada, pois esta é minha mãe".

Naquela época, Ifá costumava aceitar sacrifícios humanos no festival de Fanuwiwa.

Quando a escrava adquirida no mercado foi trazida, Ifá ordenou que lhe fosse entregue certa quantidade de milho, para que pilasse e transformasse em farinha destinada à preparação do amiwo.

Enquanto pilava o milho, a mulher ouvia os consultantes invocando Ifá, "Orunmilá! Akefoye! Agbo wi dudu nu do fe to!" (Orunmilá! Akefoye! Se teu nome é Ifá, jamais esquecerás de mim!). Reconhecendo em Ifá o seu próprio filho, a pobre mulher pôs-se a cantar em voz alta a saudação que ouvia: "Orunmilá! Akefoye! Agbo wi dudu nu do fe to!"

As pessoas contaram a Ifá sobre a mulher que cantava aquela saudação enquanto pilava o milho e Ifá ordenou que ela largasse aquele trabalho e que, no dia seguinte pela manhã, chamasse por ele, junto com seus fiéis, para que pudesse mostrar a todos de que forma deveria ser correctamente alimentado. Ordenou ainda, que fosse preparado um akpakpo e dois panos brancos de cabeça denominados kpokun abuta, proibindo a todos de olharem para aqueles objectos.

Como Ifá vivera até então, fechado dentro de sua cabaça, jamais havia sido visto por ninguém. Quando todos se afastaram, Ifá saiu de sua cabaça coberto por um grande chapéu, vestindo um avental de pérolas e calçando sandálias, indo sentar-se no alto de um tripé de onde gritou: "Olhem bem, sou eu Ifá! que ninguém viu jamais... A mulher que mandei comprar no mercado de escravos, deve ser trazida até aqui!"

A mulher foi trazida à sua presença e Ifá mostrou-a a todo mundo, dizendo: "Olhem bem, esta é minha mãe! Quando eu estava no seu ventre, determinei que meu pai deveria sacrificar um boi malhado de branco, para evitar malefícios que já estavam previstos, mas meu pai não atendeu minha orientação e todo mal acabou por se concretizar.

Tanto tempo se passou e eu comprei esta escrava para ser sacrificada em minha honra. Entretanto não sacrificarei, não poderia trair minha própria mãe, mesmo que ela me tenha traído."

Dito isto, ordenou que cortassem os longos cabelos de sua mãe, que envolvessem sua cabeça com um belo torso branco e que a instalassem sobre a almofada akpakpo. Depois pediu um boi e um cabrito para serem sacrificados. Com a farinha moída por sua mãe, mandou preparar um amiwo para ela, que não poderia ser comido em sua presença.

Desta forma, assentada sobre um akpakpo, transformou-se ela em Nã, mãe de um rei.

Aos jovens que prepararam as carnes do boi e do cabrito, assim como o amiwo, ordenou que fosse dado uma parte de cada coisa, para que comessem depois da cerimônia.

Depois das cerimônias de Nã, aqueles que prepararam os alimentos a ela oferecidos, recebem uma pequena parte destes alimentos, parte esta que recebe o nome de kle ou kele e que só pode ser consumido depois que o Vodun for servido. (Este rito acompanha as cerimônias às Divindades Nagô sob o nome Atowo e as divindades Fon sob o nome de Nudide).

A mãe de Ifá disse então a seu filho que sentia-se muito envergonhada pois não merecia tantas honrarias e que naquela dia iria encontrar-se em Lõ (local para onde vão os espíritos dos mortos), com seu finado esposo.

"A partir de hoje, quando fizerem uma cerimónia em minha honra, digam: "Nã Kuagba! (Nã seja bem vinda!) e virei receber as oferendas." Disse a mulher.

Nã disse ainda, que faria o Sol tornar-se mais brando ou mais quente, comandando-o de cima de seu akpakpo.

A partir de então, realiza-se sempre o ritual de Xe Nã (dar comida a Nã), quando terminam os festivais Fanuwiwa.

RUNJEVE(SEGREDO DOS ´´FONS´´









O Hùngevè é o fio de contas sagrado da nação jeje e fõn. Ele representa o elo entre o orum e o aiye. É o fio de conta da vida e da morte, símbolo do próprio céu,do mundo espiritual,invisível e transcendente, o séu cósmico particularmente em suas relações com a terra,somente vodunsis recebem o Hùngevè, temos visto ogans e ekedis usando erradamente o Hùngevè, quando o iniciado torna-se um vodunsi, ele recebe o Hùngevè pois acaba de nascer no mundo do santo, quando o vodunsi morrre, o rungebê vai com ele pois ele nos liga ao orum,nos traz o orum,e nos leva de volta ao orum, temos observado no Rio e em São Paulo, erroneamente, algumas casas de santo darem o Hùngevè aos seus filhos de santo somente na obrigaçao de sete anos. Cabe aqui uma pergunta de uma velha doné de Salvador(do bogúm) ao relatarmos esse fato--oxente? vocês no rio e em sumpaulo só nascem aos sete anos é?

A preparação de um Hùngevè é igual ou maior que a feitura de um vodun incluindo, obrigações, cúrráns, zandros (efún) e mójúbas, etc. O poder do Hùngevè ultrapassa a mente humana, ele sempre nos avisa quando vai acontecer algo de muito grave. Na vida daquele vodunsi ou no kwe (casa), a voz do Hùngevè está num grande segredo da nação jeje efõn, é um segredo guardado a sete chaves,cada Hùngevè confeccionado pertence àquele vodunsi e em hipótese alguma, pode ser usado por outra pessoa nem tocado por outra pessoa e quando um Hùngevè arrebenta ele tem que passar por todo um processo especial para ser reenfiado. A confecção de um Hùngevè segue características rígidas, deve ter a quantidade certa de miçangas entre os corais e seu fechamento também é um só. Não se fecha Hùngevè com contas na cor do santo do yao e sim como se deve ser. Temos visto em alguns candomblés o Hùngevè enrolado no pescoço, esta é uma atitude que quebra todo o seu significado sagrado. A quantidade de corais que compõem um Hùngevè,ao contrario que muitos pensam, não é fixa, o comprimento de um Hùngevè, varia de acordo com a altura da pessoa, devendo sempre está um pouco abaixo do quarto chacra, em alguns seguimentos jeje ou fõn ,encontramos o Hùngevè composto por três seguis, um no pescoço, um no coração e outro no humbigo . O Hùngevè é composto de contas, coral e segui; o coral é a árvore das águas, participa do simbolismo da árvore (eixo do mundo) e do simbolismo das águas profundas, origem da vida no mundo. Sua cor vermelha tem simbolismo com o sangue,segundo uma lenda grega, o coral teria surgido das gotas de sangue derramado pela decapitação da medusa, o simbolismo do coral tem tanto a ver com sua cor, quanto com a rara particularidade que tem de fazer coincidir,na sua natureza, os três reinos: animal,vegetal e mineral. Devemos lembrar também,do simbolismo guerreiro da cor vermelha,como símbolo da árvore da vida e das águas profundas, onde faz o elo entre vida e a morte. Sua cor vermelha é o símbolo universal do principio de vida,com sua força,seu poder e seu brilho,cor do fogo e do sangue,representa não a expressão, mas o mistério da vida e da morte. Um lado seduz, encoraja, provoca, o outro lado alerta, detém, incita á vigilância, este é com efeito,ambivalência do vermelho do sangue profundo escondido. Ele é a condição da vida, espalhando o significado da morte, o azul do segui, é mais profunda das cores, nele, o olhar mergulha sem o azul do segui, é a mais profunda das cores, nele, o olhar mergulha sem encontrar qualquer obstáculo, perdendo até o infinito. É também a cor mais imaterial e fria em seu valor absoluto, a mais pura, à exceção do vazio total do branco neutro. O conjunto de suas aplicações simbólicas depende dessas qualidades fundamentais aplicada a um objeto, a cor azul suaviza as formas, abrindo-as e desfazendo-as, desmaterializa tudo aquilo que dele se impregna, é o caminho do infinito, onde o real se torna imaginário.

Embutido no azul do segui, como podemos observar, há uma enorme simbologia religiosa e cósmica no nosso Hùngevè.



Quando da obrigação de sete anos, o agora Sacerdote adquire adornos que o identificam como tal: o Brajá, o Âbar, o Monjoló, os corais, as contas africanas multicoloridas e o alabastro. Mais do que isso, ganha a liberdade total de criar os seus próprios fios, seja no tamanho das contas, na riqueza dos detalhes ou dos próprios materiais a utilizar (ouro, prata, etc.). O Sacerdote já conhece os seus “fundamentos”, por isso ganha essa liberdade.



O Sacerdote deve ser um exemplo para o Iaô, principalmente no que diz respeito ao manuseamento de sua própria liberdade e a adequação às situações, dentro e fora da comunidade. A confecção e utilização dos fios-de-contas deve ser sempre um exercício da criatividade, mas também deve corresponder a uma estética própria do candomblé que preserva através de seus objetos a sua própria história; inovações excessivas ferem a justa medida e tornam-se inadequadas, uma vez que os objetos são importantes instrumentos de apoio à manutenção da tradição oral.


" Hùngevè encerra em si, o princípio e o fim, laço entre a vida e a morte"

HISTÓRIA DE EGUNGUN!


                                                            O criador de culto dos ancestrais



Segundo a tradição do culto de Egungun, que é originário da África, região de Oyò. O culto de Egungun, é exclusivo de homens, sendo Alápini o cargo mais elevado dentro do culto tendo como auxiliares os Ojés.
Todo integrante do culto de Egungun é chamado de Mariwó.
Xangô (Sòngó), é o fundador do culto a Egungun, somente ele tem o poder de controla-los, como diz um trecho de um Itan:
"Em um dia muito importante, em que os homens estavam prestando culto aos ancestrais, com Xangô a frente, as Yàmi fizeram roupas iguais as de Egungun, vestiram-na e tentaram assustar os homens que participavam do culto, todos correram mas Xangô não o fez, ficou e as enfrentou desafiando os supostos espíritos. As Yàmi ficaram furiosas com Xangô e juraram vingança, em um certo momento em que Xangô estava distraido atendendo seus súditos, sua filha brincava alegremente, subiu em um pé de Obi, e foi aí que as Yàmi atacaram, derrubaram a Adubaiyni filha de Xangô que ele mais adorava. Xangô ficou desesperado, não conseguia mais governar seu reino que até então era muito próspero, foi até Orunmilà, que lhe disse que Yàmi é que havia matado sua filha, Xangô quiz saber o que poderia fazer para ver sua filha só mais uma vez, e Orunmilà lhe disse para fazer oferendas ao Orixá Ikù(Oniborun), o guardião da entrada do mundo dos mortos, assim Xangô fez, seguindo a risca os preceitos de Orunmilà.
Xangô conseguiu rever sua filha e pegou para sí o controle absoluto dos Egungun (ancestrais), estando agora sob domínio dos homens este culto e as vestimentas dos Egungun, e se tornando estremamente proibida a participação de mulheres neste culto, provocando a ira de Olorun, Xangô, Ikú e os próprios Egungun, este foi o preço que as mulheres tiveram que pagar pela maldade de suas ancestrais as Yàmi".

Brasil[editar]

Culto aos Egungun é uma das mais importantes instituições, tem por finalidade preservar e assegurar a continuidade do processo civilizatório africano no Brasil, é o culto aos ancestrais masculinos, originário de Oyo, capital do império Nagô, que foi implantado no Brasil no início do século XIX.
O culto principal aos Egungun é praticado na Ilha de Itaparica no Estado da Bahia mas existem casas em outros Estados.
Quanto ao aspecto físico, um terreiro de Egungun ou Egun apresenta basicamente as seguintes unidade:
  • um espaço público, que pode ser frequentado por qualquer pessoa, e que se localiza numa parte do barracão de festas;
  • uma outra parte desse salão, onde só podem ficar e transitar os iniciadores, e para onde os Egun vêm quando são chamados, para se mostrar publicamente;
  • uma área aberta, situada entre o barracão e o Ilê Igbalé (ou Ilê Awô - a casa do segredo), onde também se encontra um montículo de terra preparado e consagrado, que é o assentamento de Onilé;
  • um espaço privado ao qual só têm acesso os iniciados da mais alta hierarquia, onde fica o Ilê Awô, com os assentamentos coletivo, e onde se guardam todos os instrumentos e paramentos rituais, como os Isan pronuncia-se (ixan), longas varas com as quais os Ojé invocam (batendo no chão) e controlam os Egungun.

História[editar]

O Culto à Egun ou Egungun veio da África junto com os Orixás trazidos pelos escravos. Era um culto muito fechado, secreto mesmo, mais que o dos Orixás por cultuarem os mortos.
A primeira referência do Culto de Egun no Brasil segundo Juana Elbein dos Santos foram duas linhas escritas por Nina Rodrigues, refere-se a 1896, mas existem evidências de terreiros de Egun fundados por africanos no começo do século XIX.
Os Terreiros de Egun mais famosos foram:
  • Terreiro de Vera Cruz, fundado +/- 1820 por um africano chamado Tio Serafim, em Vera Cruz, Ilha de Itaparica. Ele trouxe da África o Egun de seu pai, invocado até hoje como Egun Okulelê, faleceu com mais de cem anos.
  • Terreiro de Mocambo, fundado +/- 1830 por um africano chamado Marcos-o-Velho para distingui-lo do seu filho, na plantação de Mocambo, Ilha de Itaparica. Teria comprado sua carta de alforria, anos mais tarde teria voltado à África junto com seu filho Marcos Teodoro Pimentel conhecido como Tio Marcos, lá permanecendo por muitos anos aperfeiçoando seus conhecimentos litúrgicos, onde também seu filho foi iniciado. Quando voltaram trouxeram com eles o assento do Baba Olukotun, considerado o Olori Egun, o ancestre primordial da nação nagô.
  • Terreiro de Encarnação, fundado +/- 1840 por um filho do Tio Serafim, chamado João-Dois-Metros por causa de sua altura, no povoado de Encarnação. Foi nesse terreiro que se invocou pela primeira vez no Brasil o Egun Baba Agboula, um dos patriarcas do povo Nagô.
  • Terreiro de Tuntun, fundado +/- 1850 pelo filho de Marcos-o-Velho, chamado Tio Marcos, num velho povoado de africanos denominado Tuntun, Ilha de Itaparica. Marcos possuiu o título de AlapiniIpekun Ojé, Sacerdote Supremo do Culto aos Egungun, na tradição histórica Nagô, o Alapini representa os terreiros de Egun ao afin, palácio real.
Tio Marcos, Alapini, faleceu por volta de 1935, e com sua morte desapareceu o terreiro do Tuntun, porém a tradição do culto a Baba Olokotun continuou através de seu sobrinho Arsênio Ferreira dos Santos, que possuia o título de Alagba, este migrou para o Rio de Janeiro levando o assento de Baba Olokotun para o município de São Gonçalo. Depois do falecimento de Arsênio, os assentos dos Baba retornaram para Bahia, através do atual AlapiniDeoscoredes M. dos Santos, conhecido como Mestre Didi Axipá, presidente daSociedade Cultural e Religiosa Ilê Axipá. Mestre Didi foi iniciado na tradição do culto aos Egungun por Marcos e Arsênio.
  • Terreiro do Corta-Braço, na Estrada das Boiadas, ponto de reunião de praticantes da capoeira, atualmente bairro da Liberdade, cujo chefe era um africano conhecido como Tio Opê. Um dos Ojé, sacerdotes do culto aos Egungun, conhecido como João Boa Fama, iniciou alguns jovens na Ilha de Itaparica, que se juntariam com os descendentes de Tio Serafim e Tio Marcos para fundarem o Ilê Agboulá, no bairro Vermelho, próximo à Ponta de Areia.
Outros terreiros de Egungun foram registrados no final do século XIX, um localizado em Quitandinha do Capim, que cultuava os EgunOlu-Apelê e Olojá Orum, o de Tio Agostinho, em Matatu que se tornou ponto de concentração de vários Ojés de outras casas inclusive o Alapini Tio Marcos, o Terreiro da Preguiça, ao lado da Igreja da Conceição da Praia.
  • Ilê Agboulá, Localizado em Ponta de Areia, na Ilha de Itaparica, o Ilê Agboulá é, hoje, no Brasil, um dos poucos lugares dedicados exclusivamente ao culto dos Egun. Sua fundação remonta ao primeiro quarto do século XX por Eduardo Daniel de PaulaTio Opê,Tio Serafim e Tio Marcos, mas a comunidade que lhe deu origem e que lhe mantém os fundamentos está estabelecida na Ilha, como já vimos há cerca de duzentos anos.
  • Ilê Olokotun, na Ilha de Itaparica

Hierarquia[editar]

Nas casas de Egungun a hierarquia é patriarcal, só homens podem ser iniciados no cargo de Ojé ou Babá Ojé como são chamados, essa hierarquia é muito rígida, apesar de existirem cargos femininos para outras funções, uma mulher jamais será iniciada para esse cargo.
Masculinos: Alapini (Sacerdote Supremo, Chefe dos alagbás), Alagbá (Chefe de um terreiro), Atokun (guia de Egum), Ojê agbá (ojê ancião), Ojê (iniciado com ritos completos), Amuixan (iniciado com ritos incompletos), Alagbê (tocador de atabaque). Alguns oiê dos ojê agbá: Baxorun, Ojê ladê, Exorun, Faboun, Ojé labi, Alaran, Ojenira, Akere, Ogogo, Olopondá.
Femininos: Iyalode (responde pelo grupo feminino perante os homens), Iyá egbé (cabeça de todas as mulheres), Iyá monde (comanda as ató e fala com os Babá), Iyá erelu (cabeça das cantadoras), erelu (cantadora), Iyá agan (recruta e ensina as ató), ató (adoradora de Egun). Outros oiê: Iyale alabá, Iyá kekere, Iyá monyoyó, Iyá elemaxó, Iyá moro.

Ritual[editar]

Tanto a tradição Nagô como a Jeje e a Congo-Angola cultuam os ancestrais. Para os Nagôs existem no Brasil três formas de cultuar os ancestrais, os Esa, os Egungun e as Iya-mi Agba.
Os terreiros de Candomblé possuem um local apropriado de adoração do espírito de seus mortos ilustres, esse local é denominado de Ilê ibo aku, casa de adoração aos mortos, enfim todos iniciados no culto aos Orixás.
Os Esa são considerados os ancestrais coletivos dos afro-brasileiros. Seu culto se refere à comunidade em geral. O que destaca o Esa é o fato dele ter-se destacado em vida por servir a comunidade e de continuar atuando em outro plano, contribuindo para o bom desenvolvimento do destino dos fiéis e da casa. O Ilê ibo aku onde são assentados e cultuados os Esa é afastado do templo onde são cultuados os Orixás.
Os sacerdotes que são iniciados especialmente para cuidar do Ilê ibo aku não são adoxu, isso é, não manifestam Orixá. Os ancestrais cultuados no Ilê ibo aku são diferentes dos cultuados no Culto aos Egungun, no primeiro são os espíritos dos falecidos da casa de Candomblé e o segundo são os ara-orun em geral e aos espíritos dos Ojé africanos ou brasileiros.
Os Esa são invocados e cultuados em diversas situações, especialmente no padê, e no axexê quando é constituído o assentamento de um adoxu ou dignitário ilustre falecido. O assento de Esa se caracteriza pela representação da existência genérica, e o Egungun pela representação do espírito individualizado, o Egungun se caracteriza pela aparição no aiyê. Os Esa e os Egun são invocados no padê.

Calendário Litúrgico[editar]

Calendário Litúrgico do Ilê Agboulá (obtido do Projeto Egungun)
As festas e obrigações obedecem, no Ilê Agboulá, a um bem elaborado calendário litúrgico. E durante essas festas podem ocorrer rituais não periódicos e não obrigatoriamente integrados no calendário, como iniciação de novos Amuixan ou de novos Ojé, ou mesmo obrigações e oferendas de outros titulados da comunidade. Mas o calendário, mesmo, obedece ao seguinte:
Janeiro - Em janeiro, por ocasião do Ano Novo, as obrigações transcorrem até o dia nove. Esses rituais começam com uma obrigação para Onilê seguida de outra para Babá Olukotun. Junto com esta são celebradas as cerimônias anuais em homenagem a Babá Alapalá e Babá Ologbojô.
Fevereiro - em fevereiro, começando no dia 2 e se estendendo por duas semanas, ocorre uma festa muito especial, principalmente porque a comunidade de Itaparica vive do mar e para o mar. É a festa de Yemanjá e Oxum, deusas das águas, e de Oxalá, o deus da criação.
Junho - em junho, na época do São João, realiza-se as festas de Babá Erin, que é o Egun do Sr. Eduardo Daniel de Paula, fundador da Casa. As festas se realizam por ocasião do ciclo de Xangô, que era o orixá do Sr. Eduardo. E atingem grande brilhantismo porque entre a comunidade do Ilê Agboulá, que é descendente do povo de Oyó, a veneração a Xangô é muito forte.

Setembro - De 7 a 17 de setembro ocorrem as festas de Babá Agboulá. Por essa época é que é feita a colheita dos primeiros frutos na Ilha de Itaparica, sob a proteção de Babá. E isto é muito importante pelo fato de até bem pouco tempo a Ilha de Itaparica ter sido o grande fornecedor de frutas para a cidade de Salvador.

Mandú - POR BAIXO DO PANO

HOMENAGEM A OMOLÚ!



História de Obaluae/Omulú 

OBALUAÊ / OMULU
Obaluaê é uma flexão dos termos: Oba (rei) – Oluwô (senhor) – Ayiê (terra), ou seja, "Rei, senhor da Terra". Omulu também é uma flexão dos termos: Omo (filho) – Oluwô (senhor), que quer dizer " Filho e Senhor". Obaluaê, o mais moço, é o guerreiro, caçador, lutador. Omulu o mais velho, é o sábio, o feiticeiro, guardião. Porém, ambos têm a mesma regência e influência. No cotidiano significam a mesma coisa, têm a mesma ligação e são considerados a mesa força da natureza.
Obaluaê (ou Omulu) é o Sol, a quentura e o calor do astro rei. É o Senhor das pestes, das moléstias contagiosas, ou não. É o rei da Terra, do interior da Terra, e é o Orixá que cobre o rosto com o Filá (de palha – da - Costa), porque para os humanos é proibido ver seu rosto, pela deformação feita pela doença, e pelo respeito que devemos a este poderosíssimo Orixá.
Obaluaê está no organismo, no funcionamento do organismo. Na dor que sentimos pelo mal funcionamento dos órgãos, ou por uma queda, corte ou queimadura.
Obaluaê rege a saúde, os órgãos e o funcionamento destes. A ele devemos nossa saúde e é comum, nas Casas de Santos, se realizar os Eboris de Saúde, que fazem pra trazer saúde para o corpo doente.
O órgão central da regência de Obaluaê é a bexiga, mas está ligado a todos os outros. Ele trata do interior, fundamentalmente, mas cuida também da pele e de suas moléstias.
Divide com Iansã a regência dos cemitérios, pois ele é o Orixá que vem como emissário de Oxalá (princípio ativo da morte), para buscar o espírito desencarnado. É Obaluaê (ou Omulu) que vai mostrar o caminho, servir de guia para aquela alma.
Obaluaê também é o Senhor da Terra e das camadas de seu interior, para onde vamos todos nós. Daí a ligação que tem com os mortos, pois ele é quem vai cuidar do corpo sem vida, e guiar o espírito que deixou aquele corpo. É por isso que Obaluaê e Omulu gostam de coisas passadas, apodrecidas.
O sol também tem a sua regência. Ele também é o Calor provocado pelo sol quente. Há quem diga que não se deve sair à rua quando o Sol está quente sem a proteção de um patuá, a fim de não correr o riscos e não sofrer a ira de Obaluaê, geralmente fatal.
Obaluaê está presente em nosso dia-a-dia, quando sentimos dores, agonia, aflição, ansiedade. Está presente quando sentimos coceira e comichões na pele.Rege também o suor, a transpiração e seus efeitos. Rege aqueles que tem problemas mentais, perturbações nervosas e todos os doentes.
Está presente nos hospitais, casa de saúde, ambulatórios, postos de saúde, clínicas, sempre próximo aos leitos. Rege os mutilados, aleijados, enfermos. Ele proporciona a doença mas, principalmente, a cura, a saúde. É o Orixá da misericórdia.
Obaluaê é à força da Natureza que rege o incômodo de um modo geral. Rege o mal estar, o enjôo, o mal humor, a intranqüilidade. É o Orixá do abafamento e está presente nele, bem como na má digestão e na congestão estomacal. Gera o ácido úrico e seus efeitos.
Obaluaê está presente em todas as enfermidades e sua invocação, nessas horas, pode significar a cura, a recuperação da saúde.
Mitologia
Filho de Nanã – que abandou por ser doente – foi criado por Iemanjá. É o irmão mais velho de Ossãe, Oxumarê e Ewá; Orixá fundamentalmente Jeje, mas louvado em todas as nações, por sua importância.
Conta-se que, uma vez esquecido por Nanã, fora criado por Iemanjá, que curou das moléstias. Cresceu forte, desenvolveu a arte da caça, tornando-se guerreiro e viajante.
Certo dia, numa de suas jornadas, chegou até uma aldeia, coberto de palha, como sempre viveu. Como todos conheciam sua fama, suas ligações com as moléstias contagiosas, foram barradas antes mesmo de penetrar na aldeia.
-Não o queremos aqui! - disse o dirigente da tribo.
- Mas quero apenas água e um pouco de comida, para prosseguir minha viagem. Apenas isso! – respondeu Obaluaê, ou melhor, dizendo Xapanã, nome pelo qual era chamado.
- Vá-se embora, Xapanã! Não precisamos de doença, nem de mazelas em nossa aldeia. Vá procurar água e comida em outro lugar!
E Xapanã, então foi sentar-se no alto do morro próximo. A manhã mal começara e ele ficou, sentado, envolto em palha da costa, observando a subida do sol.
O tempo foi passando, as horas foram-se passando e, ao meio-dia, exatamente, o Sol já escaldante, tornou-se insuportável. A água ficara quente, o alimento se estragava e toda a tribo se contorcia de dor, aflição e agonia. Xapanã a tudo observava, imóvel, como um totem, como um símbolo de palha.
Na aldeia um alvoroço se fez. Uns tinham dores na barriga, outros tinham forte dores de cabeça. Outros, ainda, arrancavam sangue da própria pele, numa coceira incontrolável. Outros agiam como loucos incontrolados. Aos poucos, a morte foi chegando para alguns.
Xapanã apenas assistia...
Parecia que o tempo havia parado ao meio-dia, mas, na verdade, foram três dias de sol quente, pois a noite não chegava. Era apenas sol durante todo o tempo. E durante todo o tempo a aldeia viu-se às voltas com doenças, loucura, sede, fome, morte!
Xapanã, inerte, via tudo, imóvel...
Não agüentando mais, e vendo que Xapanã continuava do alto do pequeno morro observando, o dirigente de aldeia foi até ele suplicar perdão, atirando-se aos seus pés.
- Em nome de Olorun, perdoe-nos! Já não suportamos tanto sofrimento! Tente perdoar, por favor, Senhor Xapanã! Tente perdoar!
De súbito, Xapanã levantou-se, desceu até a aldeia e pisou na terra. Tornou-a fria. Tocou na água, tornou-a também fria; tocou os alimentos e tornou-os novamente comestível; tocou a cabeça de cada um dos aldeões e curou-lhes a doença; tocou os mortos e fez voltar a vida em seus corpos.
Restaurada a normalidade, Xapanã pediu mais uma vez:
-Quero um pouco de água e alguma comida para prosseguir viagem.
Num instante foi-lhe servido o que de melhor havia em toda a aldeia. Deram-lhe, vinhos de palmeira, frutas, carne, legumes, cereais, enfim, o que tinham de melhor.
Voltando-se para os aldeãos, Xapanã deu-lhes uma lição de vida.
-Vivemos num só mundo. Sobre a mesma terra, debaixo do mesmo sol. Somos todos irmãos e devemos ajudar uns aos outros, para que a vida seja mantida. Dar água a quem tem sede, comida a quem tem fome é ajudar a manter a vida.
Voltou-se e partiu. Atrás dele o povo da aldeia gritava:
-Xapanã, Rei e Senhor da Terra! Xapanã, Obaluaê! Xapanã, Obaluaê! Xapanã, Obaluaê!
Obaluaê que sua benção e proteção nos seja dada sempre!.





segunda-feira, 5 de agosto de 2013

NOTA DE REPÚDIO!



O Grupo de Axexê de Salvador está muito triste com a perda de uma das liderança Religiosa mais importante desse país,Vilma Santos de Oliveira,a Yá Mukumby, 63 anos, líder do movimento negro em Londrina, no Paraná, foi assassinada na noite deste sábado (03/08), no Jardim Champagnat,por um fanático evangélico,que segundo comentários de vizinhos,o crime foi por conta de intolerância Religiosa,aonde vamos parar com tanto ódio religioso e genocídio,porque meus irmãos,quando o crime acontece hoje em dia nesse país é sempre um negro na periferia e o povo do santo.Primeiro tentaram banir o nosso culto nos afastando dos nossos encantados proibindo de carregar os nossos pertences e expressar a nossa religiosidade para ser escravizado aqui nesse país chamado Brasil,mas não conseguiram.Hoje querem nos caçar feito bichos ferozes,para que sejamos extintos da sociedade.Mas eu tenho fé que existe ainda irmãos com a coragem e determinação de mãe Mukumby,que não vão deixar a nossa Religião ficar em extinção.Queremos aqui pedir a Olorum(deus) que receba de braços abertos essa ilustre guerreira e conserve o seu espírito em lese orixá,iku axé indê!descanse em paz guerreira!
 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Conheça uma das figuras mas ilustre da nossa Religião Babalaô Ivani dos Santos



                                                                        O Babalaô!

Ivanir dos Santos nasceu em l955, no Rio de Janeiro. Filho de Sandra Maria Ivanir dos Santos, ex-trabalhadora dos canaviais de Campos dos Goytacazes, que vem para o Rio trabalhar como doméstica, e do mecânico José do Carmo Santos.
Nasceu e se criou na favela do Esqueleto, Mangueira, onde hoje se localiza a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), até ser internado à força no antigo Juizado de Menores. Sua história se confunde com as bandeiras de lutas por liberdades, justiça e o fim do racismo. Criado durante a infância e adolescência nos corredores e pátios da antiga Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor – Funabem.
Foi aluno da Escola Quinze, no Bairro de Quintino, e tornou-se músico. Trabalhou como operário e, mais tarde, educador, formando-se em pedagogia pela antiga Faculdade Notre Dame, em Ipanema.

Discriminado, vítima da violência policial, como o conjunto da população negra e pobre deste País, ao sair da Funabem é estigmatizado como ex-aluno. Reúne-se com antigos internos e funda a Associação de Ex-alunos da Funabem – Asseaf, em 1980. À frente da entidade, foi o primeiro a levantar a voz contra a marcante diferença entre a Criança (filhos de abastados) e o Menor (filhos de pobres) e a denunciar a ação crescente dos grupos de policiais subsidiados por comerciantes com o objetivo de matar crianças negras que cometiam pequenos furtos.
Em 1982, como representante da Asseaf, é convidado a participar do Congresso do Movimento Negro Unificado que ocorreu em Belo Horizonte, Minas Gerais.
A pedido da Defense for Childrem International – DCI, entidade com sede em Genebra, Suíça, coordenou, em 1988, o primeiro levantamento sobre o extermínio de crianças brasileiras. O documento, inédito, transformou-se numa referência nacional e internacional na luta pelos direitos humanos, provocando no Congresso Nacional a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o extermínio de crianças e adolescentes no Brasil.
Após o brutal assassinato de sete crianças e um adulto ao lado da Igreja da Candelária, Rio de Janeiro, este movimento de mobilização cresce e sensibiliza o País e a opinião pública internacional. Já na posição de combativo militante da luta contra o racismo e na defesa intransigente da defesa dos direitos da criança e do adolescente marginalizados, com especial atenção para as mulheres e a população que vive em favelas e bairros periféricos, Ivanir dos Santos amplia espaços e cria, junto com setores do Movimento Negro e de Mulheres, o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas – CEAP, instituição que sempre liderou.

Com suas ações, criou jurisprudência sobre a Lei nº. 7.716, que transformou o racismo em crime inafiançável e imprescritível. Por sua luta contra o racismo, a xenofobia e a intolerância, recebeu, em 1997, da Federação Israelita do Rio de Janeiro, o Prêmio Adolpho Bloch. Em 10 de dezembro de 1999, Dia Internacional dos Direitos Humanos, foi agraciado com o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, conferido por uma comissão da sociedade civil e membros do governo, entregue a Ivanir dos Santos pelo presidente da República.
Trabalhando para identificar crimes de racismo, através do CEAP, Ivanir dos Santos denuncia a gravadora Sony Music no Brasil por ter gravado música com conteúdo racista, ofensiva às mulheres negras, e, nas varas Cíveis e Criminais, denuncia ao Ministério Público Federal o ministro de estado de Transporte, por ter ofendido a comunidade negra brasileira.
As campanhas Não Matem Nossas Crianças, Pela Abolição do Trabalho Infantil Contra a Esterilização em Massa de Mulheres Negras, e Tráfico de Mulheres é Crime ultrapassaram fronteiras e mobilizaram governos e movimentos internacionais.
Ivanir é recebido na Suécia por Elizabeth Palm, viúva do ex-Primeiro Ministro Olav Palm; na Inglaterra, no parlamento, por Bene Gran, parlamentar negro do Partido Trabalhista Inglês; na França, por Danielle Miterrand, primeira-dama francesa, que em visita ao Brasil se comprometeu a financiar, através da entidade France Liberté, a publicação Mães de Acari. O livro relata a dor e a garra de um grupo de mulheres – e o assassinato de uma delas, Edméia da Silva Euzébio –, na luta que travam em busca de 11 crianças pobres, sequestradas e desaparecidas desde 1991. A publicação sintetiza a saga de todas as mães negras e pobres da América Latina a procura dos filhos desaparecidos.
No Brasil, fez parte do comitê de recepção a Nelson Mandela, em sua primeira visita ao país ao sair do cárcere, e recepcionou Coretta King, viúva de Martin Luther King, Alain Derzi do SOS Racismo da França e o Senador Jessie Jackson, personalidades da luta anti-racista internacional.
Em contato direto com a população marginalizada, traz em sua bagagem a certeza de que esta é uma luta por mudanças estruturais na sociedade brasileira, que já lhe rendeu ameaças de morte e o carro metralhado por policiais. Ivanir dos Santos faz com que suas ações sejam direcionadas também para o fortalecimento de expressões culturais, como uma forma irreversível de afirmar a cultura negra em projetos nas escolas, nos meios de comunicação, em rádios comunitárias, junto a grupos de Rap, blocos afros e Funk. Nos movimentos de rua, destaca-se, em 1995, como integrante da Coordenação Executiva da histórica Marcha Zumbi 300 anos.
Como um caminho natural, a inserção nos movimentos políticos e sociais encontra reflexos na organização partidária, levando Ivanir ao Partido dos Trabalhadores (PT). Participou como candidato a cargos no Legislativo do Rio de Janeiro em várias ocasiões. Ao longo da última década, esteve sempre ligado na organização e coordenação das campanhas majoritárias à prefeitura, ao governo do estado e à Presidência da República, sendo responsável, naquela ocasião, pela elaboração do Programa Nacional sobre Criança e Adolescente, Violência e Cidadania.
Indicado pelo PT como candidato a vice-prefeito, em chapa com o então deputado estadual Chico Alencar, à prefeitura do município do Rio de Janeiro, marca sua representatividade junto aos movimentos populares.
À frente, até 1999, da Subsecretaria Estadual de Direitos Humanos e Cidadania, Ivanir dos Santos comandou ainda a equipe que elaborou o Plano Estadual de Direitos Humanos.
A convite de entidades como Anistia Internacional, ONU, e Fundation France Liberte, viajou para inúmeros países, como África do Sul, Nigéria, EUA, Índia, Chipre, França, Suécia, Suíça, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Áustria, Alemanha, Inglaterra, antiga URSS, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Venezuela, Colômbia, Cuba e Cancun, representando o Brasil e fazendo palestras e exposições sobre a democracia racial e o extermínio de crianças e jovens negros. Seu nome foi indicado para o Prêmio Internacional pela Liberdade pelo Centro Internacional pelos Direitos da Pessoa e Desenvolvimento da Democracia, com sede em Toronto, Canadá, concedido aos que se destacam na luta pelos Direitos Humanos.
Membro da Coordenação Nacional de Entidades Negr